02/12/2009

Mostra Audiovisual UEG


Enviado por Marcéli Faleiro


Mostra Audiovisual UEG

Local: Cine Goiânia Ouro
Data: 07.12.2009
Horário: 20h


Na programação, você confere os lançamentos dos curtas:

NEUROSE de Kaco Olímpio e Pedro Caixeta
EDUARDO OU MÔNICA de Raíza Martins
A MENINA QUE COLECIONAVA GATOS de Guilherme Gardini e Ana Lídia Oliveira


E também assiste aos premiados no Festcine:

EU JÁ NÃO CAIBO MAIS AQUI de Benedito Ferreira
MARIA GRAMPINHO, SUAS TROUXAS, SEUS BOTÕES, SEUS HAVERES
de Maianí Gontijo e Verônica Brandão
DEUTSCHEN ERKLAREN 'DAS EINES FILMS de Bruno Lino

Dentre outros curtas produzidos no ano de 2009 pelos acadêmicos do 2º, 3º e 4º anos do curso de Audiovisual da UEG.

Apareça!!!

29/11/2009

Cineclube da Arquitetura / UEG - proposta interessante, turma animada para o debate




Participei no sábado passado do projeto de extensão do curso de Arquitetura da UEG, “Da estética do filme ao imaginário arquitetônico”, idealizado pela professora Nancy de Melo. É uma espécie de cineclube de periodicidade mensal, que exibe filmes gratuitamente no Goiânia Ouro, promovendo debates entre professores, cinéfilos, pesquisadores e estudantes, numa abordagem que relaciona cinema e arquitetura. A platéia, participativa e interessada, faz um bate-papo dos mais interessantes entre os cineclubes e projetos similares realizados por aqui. Na sessão que participei foram exibidos “Manhatta” (1921), de Charles Sheeler, “Berlim, Sinfonia de uma Metrópole” (1927), de Walter Ruttmann e o vídeo “Goiânia, Sinfonia da Metrópole” (2007), de Rodolfo Carvalhaes (realizado no curso de Fotografia e Imagem da Faculdade Cambury). Meus cumprimentos aos alunos de Arquitetura da UEG, à professora Nancy e aos monitores do projeto e obrigado pelo convite.

16/11/2009

A Erva do Rato hoje, no V FestCine Goiânia




A ERVA DO RATO, de Júlio Bressane
HOJE - 19:30 H - V FESTCINE GOIÂNIA
Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
ENTRADA FRANCA

Diretor será homenageado na cerimônia de premiação do Festival.


Sinopse: Ele e ela estão num cemitério a beira mar. Os dois não se conhecem. Ela não tem ninguém no mundo, ele se propõe a cuidar dela. É o início de uma estranha relação. Em casa ele e ela tomam chá e ele dita histórias sobre a geografia do Rio, a mitologia grega e os venenos preparados pelos índios. Vai ser assim por muito tempo. Aos poucos ela começa a sentir cansaço, ele interrompe os ditados e adquire uma câmera fotográfica. Ela será o único foco das fotografias dele. Com Selton Melo e Alessandra Negrini.

12/11/2009

Clareza no V FestCine Goiânia


Assista CLAREZA no V FestCine Goiânia

sexta-feira 13 - 21:30 h - Cine Ouro

Entrada franca


CLAREZA
é um sonho de dois minutos onde a narrativa é elástica. O personagem principal é a sombra e o seu poder de transformar o cenário. A câmera fixa, nos três únicos planos, lembra a tela de um desenho a carvão e giz branco, que aos poucos vai ficando animado. Um único ator, na repetição do gesto de voltar atrás e em câmera lenta, revela a dimensão do espaço e evoca o Mito da Caverna de Platão, alegoria antecipada do Cinema e metáfora da condição humana. Clareza só é possível no distanciamento, para ver melhor o que não se percebia ao se confiar apenas nas aparências projetadas na parede.



“Medo mesmo só carrego da mente que se ilumina,
Só clareza vasta e plena, me afasta para longe,
Só clareza me afastará”

(Os The Darma Lóvers)

CLAREZA (Ficção, P&B, Digital, 02 min, 2009)
Direção: Carlos Cipriano

Sinopse: No cego regresso da travessia rumo à escuridão, o caminho para a clareza é o avesso.

Ficha Técnica:
Direção, Produção, Montagem,
Roteiro, Trilha Sonora: Carlos Cipriano
Fotografia: Heloá Fernandes e Rodolfo Carvalhaes
Cenografia: Freud de Melo
Elenco: Bruno Peixoto

Menções honrosas no Festival do Minuto:
Minuto do Mês - 30 cidades (junho/2009)
Melhor Vídeo na opinião da curadoria - Tema Catraca (junho/2009)

01/11/2009

Abaixo-assinado pela qualidade da projeção digital no Brasil

CARTA ABERTA AOS RESPONSÁVEIS PELA PROJEÇÃO DIGITAL NO BRASIL

Fonte: http://www.revistacinetica.com.br/projecaodigital.htm

A presença da projeção digital nos festivais e mostras de cinema no Brasil, para não dizer no circuito comercial, é algo cada vez maior e, aparentemente, inevitável. Se há, é fato, algumas projeções bastante dignas realizadas nesse formato, é fato também que a enorme maioria dessas projeções costuma atentar contra a integridade da obra exibida, deformando muitas vezes janelas, cores, texturas e sons. Nesta última edição do Festival do Rio, entretanto, a qualidade de tais projeções atingiu um nível intolerável, o que gerou uma enorme repercussão entre críticos, cinéfilos e o público não-especializado que frequentou o evento. A partir desse incômodo, os membro do Fórum da Crítica - entidade que congrega críticos de cinema de todo o país e do qual faz parte a Cinética - redigiu a carta abaixo, como forma de protesto e chamamento à ação e responsabilidade por parte daqueles envolvidos na projeção digital no país.

Se estiverem de acordo com o exposto na carta abaixo, convidamos nossos leitores a se juntarem a nós no abaixo assinado criado para tal, além de exigirem seus direitos junto aos distribuidores e exibidores sempre que se sentirem lesados por tais projeções.

***

A projeção digital chegou ao Brasil com a missão de democratizar o acesso aos filmes e libertar os distribuidores da dependência de cópias em 35 milímetros, cuja confecção e transporte são notoriamente caros. A instalação de projetores digitais permitiria ao público assistir a títulos que dificilmente seriam lançados nas condições tradicionais e ainda ofereceria condições para que espectadores situados longe do eixo Rio-São Paulo (onde se concentram quase 50% das salas de cinema do país) tivessem acesso aos mesmos títulos simultaneamente.

O que estamos vendo, no entanto, é uma total falta de respeito ao espectador no que se refere à exibição do filme propriamente dita. As razões são basicamente duas: projeções incapazes de reproduzir fielmente os padrões de cor e textura da obra e/ou projeções incapazes de exibir os filmes no formato em que foram originalmente concebidos. Sem falar no som, que muitas vezes ganha uma reprodução abafada, limitada ao canal central, muito diferente de seu desenho original.

A adoção da projeção digital pelos dois maiores festivais internacionais do Brasil (o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo) e por outros festivais do país, infelizmente, não respeitou o que seriam critérios mínimos de qualidade de projeção de filmes em cinema – algo que é observado com atenção em qualquer festival internacional que se preze. Trata-se de uma situação particularmente alarmante tendo em vista o papel de formadores de plateia que esses eventos desempenham.

Sucessivamente, temos visto um autêntico massacre ao trabalho de cineastas, fotógrafos, diretores de arte, figurinistas, técnicos de som e até mesmo de atores. Apenas para citar um exemplo: Les Herbes Folles, o novo filme de Alain Resnais, originalmente concebido no formato 2:35:1, foi exibido no Festival do Rio, com projeção digital, no formato 1:78. Isso representou o corte da imagem em suas extremidades, resultando em enquadramentos arruinados, movimentos de câmera deformados e rostos dos atores cortados. Um pouco como se "A Santa Ceia", de Leonardo Da Vinci, tivesse suas pontas decepadas, deixando alguns discípulos de Jesus fora de campo – e da história. Para completar o desrespeito, não há qualquer aviso em relação às condições de exibição e o preço cobrado pelo ingresso não sofre qualquer alteração.

Não nos cabe, aqui, pregar a “volta ao 35mm” nem defender determinada resolução mínima para a projeção digital. Sabemos que, se respeitados determinados critérios técnicos – ou seja, se a empresa responsável pela projeção digital receber do distribuidor o master no formato adequado, se o processo de encodamento for feito corretamente, e se os ajustes necessários para a exibição de cada filme forem realizados cuidadosamente –, a projeção digital pode ser uma experiência perfeitamente satisfatória para o espectador.

Não é isso, porém, que tem ocorrido. Exibidores, distribuidores e os fornecedores do serviço da projeção digital são responsáveis pela má qualidade da projeção e coniventes com esse lamentável descaso geral, que tem deixado críticos e amantes de cinema indignados. É um desrespeito ao cinema e aos seus criadores, mas, sobretudo, ao espectador e consumidor final, que saiu de casa e pagou ingresso para ver um filme.

A situação chegou a um ponto intolerável. Pedimos a todos os profissionais envolvidos com a projeção digital que tomem providências para que tais deformações não se repitam.

Fórum da Crítica

Concorda com a carta? Assine também: http://www.gopetition.com/online/31415.html